Esses post vai para os 1001 gatos de Schrödinger, são os cinco melhores livros que nunca escrevi. Nenhum deles tem título. Penso que título só se coloca quando se termina uma obra, logo...
Um sobre um policial que perde os sentimentos, mas tenta reproduzir uma vida normal. Eu escrevi o primeiro capítulo, que gostei bastante. Ficou denso, divertido. Mas ia chegar alguma hora em que as pontas não iriam se encontrar. A idéia era boa, um policial meio que perde a esperança na humanidade e o sentimento pelas pessoas, mas mesmo assim uma parte dele tenta viver uma vida normal. Ele conhece uma prostituta e tenta ajudá-la, tudo muito depressivo. Ele não a ama, só quer agir como se amasse. Depois descobri/lembrei que Frank Miller, Albert Camus e Bret Easton Ellis já tinham roubado minhas idéias antes de eu tê-las. O capítulo original se perdeu, mas pretendo transformar o que tinha escrito em conto.
Um sobre um anjo caído. Há vários livros sobre demônios, vampiros, pactos com o diabo e tudo mais. Quis fazer um com anjos. Um desses seres se revolta contra Deus e decide morar na Terra, onde tenta fugir da "política" que envolve outros anjos que vieram à Terra ou ao Inferno. Esse seria menos denso, mais sangrento. Mas chegou uma hora que ficou muito, MUITO, Highlander. O rascunho também se perdeu. Não pretendo recontinuar.
Um sobre um advogado que enlouquece. Inspirado em "Mais estranho que a ficção", esse livro seria sobre um advogado que teria uma vida regular, mas que por um amor começaria a mudar. Cada capítulo seria escrito de forma a demonstrar o processo psicológico da personagem. Quando eu for um bom escritor eu escrevo.
Uma fantasia brasilianista. Uma história semi-tolkiana brincando com as lendas do Brasil. Seríamos um Império, talvez do século XVIII. O Imperados chamaria uma pessoa, o personagem principal, para manter o Império uno. Esse ministro viajaria o Brasil inteiro, onde cada cultura seria estereotipada por mim, e viveria várias aventuras. Não pretendo escrever, pois demanda um conhecimento que eu não terei.
Um sobre minhas memórias. Vou ganhar um Nobel com esse. Mas primeiro eu preciso ficar velho. Cara de 20 anos metido a besta não tem que ficar fazendo livros de memória.
domingo, 1 de junho de 2008
Os cinco melhores livros que nunca escrevi
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1 comentários:
Gostei muito do que li por aqui.
Sob esse post exclusivamento, digo que tenho milhares de livros que nunca escrevi na minha cabeça e todos eles correspondem a característica "Quando eu for um bom escritor eu escrevo."
Quem sabe um dia.
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