..... Faz dois meses que não fumo. Mas aquele Carlton vermelho me chama. Vem! Me fuma! Tu achas que vai conseguir resistir? Se fosse o verde talvez já tivesse desistido há semanas, mas como é o vermelho, só desisto agora. Peguei a carteira, mas cadê o isqueiro? Onde eu botei o maldito isqueiro? Faz dois meses que não o uso. Será que eu cometi a burrada de jogá-lo fora? Melhor preparar um café então.
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..... A xícara aquece minhas mãos enquanto eu vejo TV nessa noite fria. Eu poderia tomar uma ritalina, mas sei que o efeito não só não é o mesmo da nicotina como não faria passar a vontade. Mas por que caralho me bateu essa vontade agora? Quando eu comecei a fumar eu estava ansioso e triste, fumar foi uma opção, sempre deixei isso bem claro pra mim. Parar de fumar, um ano depois, também foi uma opção. E digo que não foi difícil. Por que então esse desejo repentino? Claro! O isqueiro tá na gaveta de cima!
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..... Agora fora de casa o vento bate no meu rosto. Cigarro, isqueiro e café, um belo trio para uma noite fria. Acendo o cigarro, tento tragar e me engasgo. Dois meses foi o suficiente para perder a prática. Enquanto reaprendo a tragar sinto algo estranho na garganta. É um enjôo subindo.
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..... Merda! Nunca mais fumo! Cuspo o gosto ruim na água suja da privada. Nunca mais fumo! Sorte que cigarro não é álcool.
2 comentários:
Há!
"Droga de cigarro".
Pensei no texto como cena de filme.
Ou seja, eu gostei.
* sim, no críticas dessa vez, gostei mesmo. hahaha
Eu também já passei pela situação de ficar um tempão sem fumar e quando vou fumar é enjoativo e nojento. Mas a gente acaba insistindo e gostando de novo.
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