Meus Dois Vinténs
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
essa noite não foi
você está aqui, deitada do meu lado
tenho que te dizer que vou embora
desculpa se vou ser seco e grosseiro...
te desprezo, te digo nessa hora
não sei se você vai ficar triste
não posso fazer coisa alguma
não essa relação não persiste
não tem o peso duma pluma
de mim nada foi falso
nunca disse que te amava
meu prazer foi real, mas
por você não sinto nada
não chore, sério, só me esqueça
não pense que sou importante
não há paixão para nascer
não sou um romântico errante
não pense que a culpa é tua
eu que jamais amei ninguém
você tem uma alma mui pura
a minha não vale um vintém
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Rage Against The Machine salva o Natal
No Reino Unido existe uma tradição de se divulgar o maior vendedor de cds e músicas da épocado Natal. Nos últimos anos, infelizmente, o topo foi ocupado sempre pelo vencedor do show de calouros The X Fator, parecido com o Ídolos. "Infelizmente", por que ganhador de show de calouro não tem nem mérito nem fans. Não que não tenha talento, mas o mais correto é que esteja no topo da lista quem tenha mais fans de verdade, um público que lembre-se do ganhador seis meses depois, não só um hype forçado da industria do entretenimento. (Existem excessões, claro, como a Susan Boyle, que já cantava antes e que conseguiu uma legião de fans "de verdade").
Então um pessoal se revoltou e lançou uma campanha na internet para botar Killing in the Name Of, do Rage Against The Machine, no topo da parada de Natal. E deu certo! Deve ter sido a primeira vez que uma música lançada a 15 anos ganha um troço desses. Só pra deixar claro, não foi uma versão cover, ou um ao vivo, nem nada disso. Foi a versão antiga mesmo.
Rage é foda, fazer o que.
Bonus Track
Um videozinho hitlerista:
PS: Meu amigo Bengala lançou um blog musical. Visita lá!
Então um pessoal se revoltou e lançou uma campanha na internet para botar Killing in the Name Of, do Rage Against The Machine, no topo da parada de Natal. E deu certo! Deve ter sido a primeira vez que uma música lançada a 15 anos ganha um troço desses. Só pra deixar claro, não foi uma versão cover, ou um ao vivo, nem nada disso. Foi a versão antiga mesmo.
Rage é foda, fazer o que.
Bonus Track
Um videozinho hitlerista:
PS: Meu amigo Bengala lançou um blog musical. Visita lá!
domingo, 20 de dezembro de 2009
A poética improvável
Hoje eu ia postar algum texto meu, mas com o cansaço de voltar pra Joinville me deu preguiça.
Pro blog não ficar mais as moscas do que já está, um vídeo muito legal do TEDx SP:
Pro blog não ficar mais as moscas do que já está, um vídeo muito legal do TEDx SP:
TEDxSP 2009 - Jarbas Agnelli: "Birds on the Wires", uma música e sua história from TEDxSP on Vimeo.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Medo de escrever
Muita gente me pergunta por que estou escrevendo tão pouco. A verdade é que não escrevo tanto quanto pensam. Imagino muito, é claro. Tenho histórias inteiras na cabeça (tão inteiras quanto um queijo suíço), mas tenho uma dificuldade incrível de colocar tudo no papel.
Papel mesmo. Meu primeiro caderno, que iniciei ano passado, quando comecei o blog, acabou se perdendo. O atual, um moleskine preto que arranjei esse ano, tem bem menos páginas do que eu gostaria. Aqui – no caderno – eu tenho algumas ideias fantásticas: tiradas, frases de efeito, poemas incompletos, uma estrutura prum romance, ideias de contos e mais umas coisas. Mas mesmo assim, parece impossível desenvolver tudo isso.
Não que eu ache que o caderno vá me devorar, que as letras vão perfurar meu peito ou que os pontos vão me finalizar. Isso seria estúpido. Meu medo é que o caderno ria de mim, que as letras tenham vergonha alheia ou que os pontos apontem para mim. Cara, isso é foda! Imagina! Um metido a escritor de merda que nem eu se dando ao luxo – ao direito – de escrever neste belo caderno! Guri mais abusado!
Sabe, lembrando bem agora, eu tenho esse problema desde criança. Quando tava na primeiras séries, não escrevia absolutamente nada nas aulas de redação. Só encarava a folha e quando tinha alguma ideia, já matava ela antes que eu pudesse cometer o escrito. Minha professora, claro, não ia muito com minha cara por causa disso (pra piorar, ela era minha dor-de-cotovelo da infância).Vai ver é isso, né? A ansiedade de agradar a professora, que vai ler tudo, mata minha criatividade.
Papel mesmo. Meu primeiro caderno, que iniciei ano passado, quando comecei o blog, acabou se perdendo. O atual, um moleskine preto que arranjei esse ano, tem bem menos páginas do que eu gostaria. Aqui – no caderno – eu tenho algumas ideias fantásticas: tiradas, frases de efeito, poemas incompletos, uma estrutura prum romance, ideias de contos e mais umas coisas. Mas mesmo assim, parece impossível desenvolver tudo isso.
Não que eu ache que o caderno vá me devorar, que as letras vão perfurar meu peito ou que os pontos vão me finalizar. Isso seria estúpido. Meu medo é que o caderno ria de mim, que as letras tenham vergonha alheia ou que os pontos apontem para mim. Cara, isso é foda! Imagina! Um metido a escritor de merda que nem eu se dando ao luxo – ao direito – de escrever neste belo caderno! Guri mais abusado!
Sabe, lembrando bem agora, eu tenho esse problema desde criança. Quando tava na primeiras séries, não escrevia absolutamente nada nas aulas de redação. Só encarava a folha e quando tinha alguma ideia, já matava ela antes que eu pudesse cometer o escrito. Minha professora, claro, não ia muito com minha cara por causa disso (pra piorar, ela era minha dor-de-cotovelo da infância).Vai ver é isso, né? A ansiedade de agradar a professora, que vai ler tudo, mata minha criatividade.
sábado, 29 de agosto de 2009
Entendendo a própria letra
Está no meu caderninho:
Sonho: casal de velhinos (não simpáticos nem necessariamente adoráveis um com o outro), velha diz "lembra que eu te amo", velho responde "lembro não. quando boas coisas acontecem, coisas acontecem." Corta para um flashback do dois jogando algo como um caça-níqueis um do lado do outro antes de se conhecerem. Ambos ganham e, no embálo, se casam, ele com aparência "avoada", sem saber o que acontece ao redor dele.
Devia ser uma ideia muito boa! Se eu me entendesse daria um ótimo contista.
Sonho: casal de velhinos (não simpáticos nem necessariamente adoráveis um com o outro), velha diz "lembra que eu te amo", velho responde "lembro não. quando boas coisas acontecem, coisas acontecem." Corta para um flashback do dois jogando algo como um caça-níqueis um do lado do outro antes de se conhecerem. Ambos ganham e, no embálo, se casam, ele com aparência "avoada", sem saber o que acontece ao redor dele.
Devia ser uma ideia muito boa! Se eu me entendesse daria um ótimo contista.
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